Rúben deixou seu país com apenas uma pequena mochila e uma grande esperança. Ele desejava uma vida melhor em Portugal, um lugar que imaginava seguro e cheio de oportunidades. No entanto, a viagem foi longa e difícil. Cruzou fronteiras a pé, dormiu ao relento e contou com a ajuda de estranhos para se alimentar.
Quando finalmente chegou à costa portuguesa, Rúben sentiu alívio. Mas o sofrimento não terminou. Viveu em um centro de acolhimento superlotado com outros imigrantes, aguardando a aprovação de seus documentos. Cada dia era cheio de incertezas. Ele se preocupava com a família que ficou em casa e temia ser enviado de volta.
A barreira da língua tornava tudo mais complicado. Até tarefas simples, como comprar pão ou pedir informações, se tornavam estressantes. Algumas pessoas mostravam gentileza, ensinando palavras e dando conselhos. Outras olhavam com desconfiança, fazendo-o sentir-se um estranho.
Rúben queria trabalhar e contribuir para a sociedade, mas sem documentos legais era impossível. O tempo passava lentamente e o peso da espera aumentava. As noites eram cheias de medo, mas também de sonhos de um futuro onde pudesse se sentir parte.
Imigrantes como Rúben carregam feridas invisíveis — solidão, medo e esperança misturados. Suas histórias nos lembram que, por trás de cada rosto, há uma jornada de coragem, sacrifício e sobrevivência.
Palavras Novas para Memorizar
- Acolhimento: lugar seguro para receber alguém
- Desconfiança: falta de confiança em alguém
- Barreira: algo que dificulta o progresso
- Contribuir: dar ou acrescentar algo valioso
- Sacrifício: abrir mão de algo importante por um bem maior

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